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Concurso Paço Municipal de Várzea Paulista
Concurso Nacional de Arquitetura para o Paço Municipal de Várzea Paulista - SP, 2012

PAÇO MUNICIPAL DE VÁRZEA PAULISTA – ESTRATÉGIAS PARA A CONFIGURAÇÃO DE UMA CENTRALIDADE

1. Introdução

Preservando as árvores existentes, estabelecemos uma ocupação ao redor delas, criando anéis de preservação que, além de refletir uma atitude sustentável e de respeito à natureza, atende os seguintes valores que quisemos adotar:

1. Praça como lugar primordial para a formação de uma centralidade;
2. Espaço coletivo de domínio público;
3. Espaço urbano mais importante da cidade, onde historicamente se encontram os edifícios administrativos e cívicos;
4. Lugar confortável, protegido e dotado de sombra para a população;
5. Facilidade de cruzar o espaço, andar através dele, usufruí-lo, tornando-o naturalmente um Centro Urbano

2. Inserção urbana

Nossa intenção foi fazer do Paço um marco urbano acessível por todos os lados e dotado das condições ideais para que possa ser utilizado em sua plenitude, tanto para os servidores quanto para a população em geral, inclusive nos fins de semana, já que o lugar será também uma importante área pública e de lazer para a cidade.

Com seu terreno localizado no meio de um complexo sistema de eixos viários, ferroviário e fluvial, o nosso projeto para o Paço Municipal lida com estes nervos urbanos conquistando o seu lugar dentro do tecido da cidade, amarrando, organizando e integrando os elementos do entorno da seguinte maneira:

1. Paço como braço de lazer do futuro Parque Municipal Linear ao longo do rio Jundiaí, configurando uma nova unidade urbana;
2. Conexão da nova Estação Ferroviária com o nosso projeto através da praça metálica elevada que criamos entre os edifícios do Executivo e da Câmara. Além de foyer do auditório, cinema ao ar livre e mirante para as árvores da praça central e para a zona norte da cidade, ele poderá se tornar um elemento conector entre o Paço e a Estação Ferroviária através da criação de uma passarela localizada entre a cota de nível do mezanino da estação e a cota de nível desta estrutura elevada de aço, que é o portal de entrada norte do conjunto;
3. Relação franca e acessível do Paço Municipal com o novo Shopping Center. Adotamos a importantíssima estratégia de vincular o Paço Municipal ao novo Shopping tendo como link o Teatro através de sua implantação na porção sul do terreno. Confluência da Avenida Projetada com a Avenida Fernão Dias Paes Leme, esta localização é muito oportuna, favorecendo a correlação do Shopping, cujo acesso de pedestres se faz através da Avenida Fernão Dias Paes Leme, com o Paço Municipal. Entre eles, um amplo e suave deque de madeira em forma de escadaria servirá como acesso de quem vem do shopping e arredores, além de arquibancada para os eventos externos do teatro, provido de palco flexível, que se abre tanto para o interior da sala de espetáculos quanto para o seu fundo;
4. Atração dos usuários do Shopping, especialmente os que chegam de carro pela Avenida Projetada, através do forte apelo estético do jardim de flores, bastante colorido e exuberante, implantado entre o recuo do Paço e a Avenida Projetada. Além disso, a flor carrega um vigoroso componente simbólico para os cidadãos varzinos, já que representa o poder e a força de mudança que a cidade possui, que faz de seus problemas a solução, como a transformação do antigo aterro sanitário em Parque das Orquídeas;
5. Criação de uma generosa entrada de acesso na Avenida Fernão Dias Paes Leme, importante e movimentado eixo viário e comercial de Várzea Paulista, de onde teremos uma visão dos espaços construídos e livres do Paço Municipal e um entendimento de sua magnitude.

3. Implantação geral

Adotamos como o nível básico de implantação do projeto a cota +720,00, a mesma da Avenida Ipiranga quando tange o terreno ao norte. Este nível, com pequenas variações de altura, abrange praticamente todo o terreno, exceto na divisa ao longo da Avenida Projetada, que na confluência com a Avenida Ipiranga inicia-se na cota +720 e, ao atingir a Avenida Fernão Dias Paes Leme, chega até a cota +724,50 / +725,00. Ao longo desta avenida ocorrem variações que vão desde a cota +725,00 até a cota +720,50 no ponto onde hoje temos a portaria, para em seguida iniciar uma subida até a cota +724,50 / +725,00 na região da cabeceira do viaduto. Estes desníveis entre estas avenidas e o viaduto são atualmente acomodados através de taludes.

Preservando ao máximo o perfil natural do terreno e sua arborização nativa bem como os taludes da Avenida Projetada e os taludes arborizados da Avenida Fernão Dias Paes Leme, implantamos nosso projeto acomodando os acessos por esta avenida através de escadarias e rampas de acessibilidade universal.

Em termos volumétricos, edificamos o conjunto ao longo do eixo oeste-sul do terreno. À oeste temos o Edifício do Executivo e à leste, o Edifício da Câmara, Auditório e Casa dos Conselhos. Desenvolvendo-se desde a base do Edifício Executivo, porém independente dele em termos funcionais, temos o Edifício de Serviços do Paço Municipal, que é térreo, possui pátios internos que preservam as árvores existentes e aproveita-se de sua cobertura (cota +724,50) como uma praça pública elevada. Esta edificação se desenvolve até a porção sul do terreno, desembocando em uma generosa rampa localizada paralelamente ao Teatro e contrapondo-se à escadaria na quina sul do terreno, que também será uma suave arquibancada para os espetáculos quando o palco do Teatro abrir-se para este lado.

Do lado oposto, após a praça arborizada, desenvolvendo-se desde a base do Edifício da Câmara, porém também independente dele em termos funcionais, temos o edifício da Biblioteca Multimídia e Telecentro, que, como a Praça de Atendimento, é térreo, possui pátio interno que preserva as árvores existentes e aproveita-se de sua cobertura (cota +724,50) como uma praça pública elevada. Esta edificação se desenvolve até a metade leste do terreno, onde temos uma escadaria suave e uma rampa de acessibilidade universal que descem da Avenida Fernão Dias Paes Leme até a praça central na cota +720,00, o coração verde do Paço. Desta avenida acessa-se a praça elevada através de uma escadaria e rampa acessível.
Além do mobiliário urbano e deques para tomar sol, na praça elevada teremos usos diversos como feira de artesanato, ginástica ao ar livre, horta urbana, etc.

Para completar o conjunto, temos a “caixa” de estrutura metálica elevada entre os Edifícios do Executivo e da Câmara. Ela tem a importante função de ser um monumental portal de entrada do Paço. Ao nível do térreo, será possível atravessar até a Avenida Ipiranga e avistar o horizonte norte. Dentro deste volume de aço, na cota do primeiro pavimento dos edifícios que a ancoram, o piso será um salão multiuso, funcionando como foyer do auditório, sala de exposições. Acima, o piso de cobertura, além de ser um mirante para a cidade, terá um teto jardim conjugado com pisos de deque de madeira e, na fachada oeste do Edifício da Câmara, um enorme painel branco retrátil que funcionará como uma tela de cinema ao ar livre.

4. A implantação por etapas

Etapa 1 – Demolição dos galpões

Etapa 2 – Construção do Edifício Executivo

Etapa 3 – Construção do Edifício da Câmara Municipal, Auditório e Casa dos Conselhos

Etapa 4 – Demolição das demais construções existentes

Etapa 5 – Construção do Edifício de Serviços do Paço Municipal

Etapa 6 – Construção do Edifício da Biblioteca Municipal Multimídia e Telecentro

Etapa 7 – Construção do Teatro

A logística da implantação do empreendimento por etapas poderá ser realizada de uma forma bem planejada pois, além dos novos edifícios que projetamos seguirem um mesmo grid de modulação estrutural e adotarem um sistema construtivo racional, a maior parte da área edificada está localizada na porção norte do terreno, onde hoje temos o Espaço Cidadania e um pátio de estacionamentos, oficinas e serviços. Neste local, implantamos o Edifício do Executivo e da Câmara, que poderão ser construídos com a Câmara Municipal e o Edifício Administrativo atuais funcionando, já que nenhuma destas edificações novas os afetam. A meta desta etapa é justamente essa: evitar a demolição dos edifícios vitais atuais da Prefeitura numa primeira fase.

Para a construção do Edifício de Serviços do Paço Municipal, na porção oeste do terreno, será necessário demolirmos o edifício administrativo, onde hoje funciona a Ouvidoria, Secretaria Municipal de Assistência Jurídica e o Gabinete do Prefeito e também o edifício da Câmara Municipal, ao lado. Para a construção da Biblioteca e Telecentro, será necessário demolirmos as edificações existentes entre a Rua Pedro Poloni e a Avenida Fernão Dias Paes Leme. Para a construção do Teatro, serão demolidos os edifícios das Secretarias Municipais de Comunicação, de Participação Popular e de Governo. Estas etapas são uma primeira sugestão e poderão ser revistas durante o planejamento do projeto, pois ele permite esta flexibilidade de adoção da logística mais conveniente.


5. Funcionamento dos edifícios – programa, circulação e acessibilidade universal

Todos serviços aos cidadãos, assim como a Ouvidoria, estão acomodados no térreo. O controle de acesso aos edifícios Executivo e Câmara, Auditório e Casa dos Conselhos se faz através de distintas portarias localizados no térreo. As circulações verticais estão localizadas na face leste do Edifício Executivo e na face oeste no Edifício da Câmara, juntamente com um conjunto de sanitários, copa e recepção em todos os pavimentos. Os pisos possuem planta livre onde as atividades podem ser arranjadas da maneira mais conveniente.

O refeitório do Edifiício Executivo e um café/bar proposto foram localizados nos seus primeiros andares, voltados para as copas das árvores. Os gabinetes dos secretários são dotados de sanitário privativo e salas de reuniões. Varandas estão estrategicamente dispostas nos pisos de modo a quebrar a monotonia do ambiente de trabalho e promover a circulação natural de ar. Prefeito, vice-prefeito e secretários possuem elevador privativo que faz a conexão direta entre o estacionamento coberto e seus gabinetes.

Auditório e Casa dos Conselhos estão no mesmo edifício da Câmara Municipal, com a possibilidade de acesso independentes através do controle dos elevadores. O Auditório para 300 pessoas é modulável, possível de ser dividido em 3 auditórios totalmente independentes para 100 pessoas cada. Possui balcão superior em seu contorno, além de áreas de apoio, depósito e cabines de tradução. Acima dele está o Plenário, cuja inclinação do piso foi disposta ao contrário da inclinação do Auditório, criando um rico desenho de fachada e diferentes alturas de pés-direitos no interior do Auditório. Gabinetes e salas de reuniões dos vereadores estão dispostos em um mesmo nível, no último pavimento e a Casa dos Conselhos está localizada entre ele e o Plenário, com vista panorâmica para este.

Importante salientar que todos os ambientes são acessíveis e há vagas desmarcadas no estacionamento, assim como assentos reservados no Auditório e Plenário, totalmente de acordo com a NBR 9050.

6. Inserção urbana – circulações e acessibilidade universal

Circulação de pedestres

O Paço está situado entre avenidas importantes da cidade e por ele passará uma grande quantidade de pessoas diariamente. Sendo assim, fizemos o projeto de forma a permitir grande variedade de percursos através do terreno, onde todas as avenidas que circundam o terreno têm acesso à cota de nível do térreo e praça elevada através de escadarias e rampas de acessibilidade universal.

Circulação de veículos

Não teremos veículos circulando no meio Paço. Localizamos os estacionamentos descobertos junto à Avenida Ipiranga, dividindo os pátios em duas partes com a esplanada de acesso de pedestres entre eles. As vagas cobertas das autoridades localizam-se sob o Edifício Executivo e são acessadas pela mesma via dos estacionamentos descobertos, porém, na entrada do pátio coberto, haverá guarita, cancela controle e manobrista.

7. Conforto ambiental, áreas verdes, eco-eficiência e sustentabilidade

Os espaços internos foram planejados para admitir o uso do ar condicionado ou outros dispositivos mecânicos de alta tecnologia caso haja necessidade, mas sempre conjugados com outros tipos de controle climático. Nossos edifícios terão a infra-estrutura para isso, mas adotamos formas simples e sensatas para controlar o clima dos recintos internos através de mecanismos passivos de sombreado a amortecimento térmico com características adaptáveis, dispositivos que podem ser estendidos, retraídos e manipulados manualmente pelos usuários destes espaços conforme a conveniência do momento.

As principais ações que tomamos para garantir conforto ambiental aos usuários do Paço:
1. Preservação das árvores existentes que produzem um microclima e proporcionam umidificação e resfriamento do ar;
2. Implantação que privilegia a direção predominante dos ventos sul através de grande área de fachada voltada para esta direção, otimizando o condicionamento passivo da edificação e explorando ao máximo a iluminação natural;
3. Acoplamento de brises de chapa perfurada soltos da fachada nas faces norte e oeste para, além de barrar o sol e possibilitar que o ar passe entre as chapas e os caixilhos, dar aos edifícios um aspecto de leveza. Parte destes painéis de chapa perfurada serão pivotantes para possibilitar a contemplação da vista sem o impedimento do véu metálico;
4. Adoção de varandas sombreadas que funcionam como terraços de observação da paisagem e proteção solar nas faces ensolaradas;
5. Adoção de áreas de sombra, arborizadas e cobertas por marquises, com muitos intervalos por onde os ventos possam circular, configurando espaços confortáveis de estar no térreo;
6. Adoção de teto-jardim nas coberturas (além de contribuir para a eco-eficiência da edificação, proporciona uma bela vista para quem estiver no Edifício do Executivo, que é mais alto que o da Câmara;
7. Criação de plataformas técnicas nas coberturas dos edifícios (acomodação dos equipamentos e reservatórios) e central de utilidades e áreas técnicas no térreo (equipamentos previstos para o funcionamento do Paço como central de refrigeração, subestação, gerador, caixa d’água inferior e central de tratamento e reúso da água pluvial, além de área para receber futuros equipamentos e tecnologias).

8. Estrutura e infra-estrutura

Basicamente, o conceito estrutural reflete a simplicidade da intenção arquitetônica: um agrupamento de pisos constituídos de lajes pré-fabricadas de concreto, apoiados por um “grid” de vigas e pilares com modulação 10x10m, ambos em concreto, com fechamentos e divisórias leves e industrializadas.

Os edifícios foram concebidos para serem uma infra-estrutura composta por pisos “inteligentes” que funcionam como plataformas flexíveis para os usos diversos de hoje e do futuro, em constante e acelerada transformação. As lajes receberão pisos elevados e forros técnicos nas áreas administrativas, de reunião e de múltiplos usos, ambos conectados às salas técnicas e aos shafts, flexibilizando plenamente os usos do edifício quanto aos layouts e às instalações prediais.

O conjunto foi pensado de forma que novas tecnologias possam ser estrategicamente integradas aos edifícios no futuro. A proposta de uma estrutura simples mas com grandes possibilidades, estabelece um sistema hábil para articular um conjunto de situações ricas e diversas, interessantes para um programa desta magnitude, para a paisagem e para Várzea Paulista.

Para a “caixa” elevada entre os edifícios do Executivo e da Câmara adotamos a estrutura metálica para que a entrada pela Avenida Ipiranga fosse 100% livre de pilares, dando a ela um caráter monumental. Além disso, exerce a função de conexão aérea entre estes edifícios de modo anexado e integrado. Este aspecto só é possível através de uma estrutura em aço. A “caixa” é formada por pisos estruturados através de duas treliças metálicas periféricas com altura do pé-direito deste espaço e que vencem vãos de 40m. Estas descarregam seus esforços nos pilares de concreto dos edifícios. Transversalmente, a “caixa” é estruturada por treliças mais esbeltas que vencem vãos de 30m e que apoiam-se nos montantes das treliças principais. Estas peças transversais suportam a laje de cobertura, cujo piso é um mirante e cinema ao ar livre, e penduram a laje de piso, que é um salão multiuso, composto por perfis I. Ambos os pisos são compostos por lajes pré-fabricadas de concreto.

Já o Edifício da Câmara, Auditório e Casa dos Conselhos contempla um sistema estrutural misto em aço e concreto. Como nele há um auditório e um plenário, espaços que não admitem pilares no meio das platéias, oportunamente adotamos a estrutura metálica para vencer os vãos necessários e lançamos mão de um repertório rico, produzindo situações muito interessantes combinadas com a engenhosidade do agrupamento das atividades deste edifício, dando a ele uma feição impactante e única.

A Sala dos Conselhos é o agente principal do conjunto estrutural. Ela situa-se no meio do edifício e acima dela estão os Gabinetes dos Vereadores, que ocupam todo o último pavimento. Abaixo dela, o Plenário e o Auditório. Ela é estruturada por duas treliças metálicas que vencem 20m de vão e possuem 10m de balanço, suportados por tirantes ancorados em pórticos formados pela estrutura de concreto periférica. Estas treliças estruturam o último piso, penduram a borda interna do Plenário e logo abaixo, os balcões do auditório, cuja plateia é estruturada por uma bandeja de perfis I.

9. Estratégias para ampliações futuras

Para a adequação do projeto às demandas futuras de usos, adotamos algumas estratégias para gerar flexibilidade, parte essencial do nosso processo de design. Genericamente, nós defendemos que as atividades podem evoluir sem sacrificar as outras e as colisões entre as atividades desencadeam potencialidades surpreendentes. Mas para isso é necessário proporcionar que as mudanças pretendidas sejam realizadas com facilidade e simplicidade para que não haja transtornos aos usuários no dia-a-dia.

No caso específico do Paço, prevemos para os edifícios do Executivo e da Câmara, lajes de concreto a cada 7m, dotadas de forro técnico e pisos elevados e, entre as lajes, configurando mezaninos, uma estrutura muito esbelta em aço, capaz de se adaptar às demandas inesperadas de ampliações ou reduções de pisos. Para isso, inserimos um anel de vigas metálicas entre os pilares e os caixilhos a uma altura de meio pé-direito, aparafusando-as aos pilares e pendurando-as por tirantes, proporcionando vigas mais esbeltas. Sendo assim, nossa proposta é permitir a realização das primeiras ampliações necessárias dentro das próprias edificações através do aparafusamento de vigas metálicas na posição que for mais conveniente dentro da área de projeção das lajes e respeitando os usos de cada departamento. Este sistema proporciona a adição de pisos aos mezaninos já propostos no projeto até o preenchimento total da área de projeção do piso, acrescentando ao edifício pavimentos extras com as seguintes vantagens:

1. Pisos de simples e rápida execução;
2. Facilidade para modificações futuras;
3. Adaptação simples a outros materiais e sistemas (industrializados ou não);
4. Possibilidade de reutilização da estrutura em outro local;
5. Material 100% reciclável;
6. Custos de manutenção reduzidos.

10. Conclusão

Originado para inaugurar uma centralidade para Várzea Paulista, monumental em seus objetivos, equilibrado em sua escala urbana e responsável quanto ao seu impacto ambiental e custos de implantação, o Paço Municipal será um marco para a cidade, além de um exemplo notável de como fazer da arquitetura um todo que integra a infra-estrutura existente, sendo ela própria também uma infra-estrutura na sua concepção fundamental.

Ficha técnica

Ficha técnica
Arquitetos responsáveis: José Alves + Juliana Corradini
Equipe:
Camila Nogueira
Larissa Galastri
Sérgio Zancopé